domingo, 22 de junho de 2008

Professor amigo, o estudante está contigo!



Em nota a UMESA se solidariza aos professores paulistas há anos sem reajuste salarial.





O estado que detém 32% do PIB brasileiro, hoje conta com os piores índices de educação. E estão piorando! Esse é o resultado das políticas educacionais (sic) implementadas pelo Governo de São Paulo. São 14 anos de desvalorização e arrocho dos profissionais da educação, de escolas foram fechadas, salas de aula superlotadas, estudantes sem merenda escolar, nossos laboratórios não funcionam, as salas de aula estão sucateadas, tem as carteiras inadequadas para nossos jovens e faltam portas e até pedaços da lousa. Como se não bastasse, ainda existe a aprovação automática, ou seja, verdadeiro crime contra nossos estudantes e suas famílias! Nossos amigos professores hoje são massacrados por terem que trabalhar em até três turnos para poderem suprir suas necessidades básicas. Estamos juntos nessa luta, estudantes, professores, população para reconstruir a escola pública. E a primeira e mais importante medida é o reajuste salarial dos professores!




Todo apoio à luta dos professores e diretores!


Pelo fim do arrocho salarial!


Pela valorização dos profissionais da educação!




União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara / 20 de Junho de 2008.

sábado, 21 de junho de 2008

Greve do professorado paulista se alastra.

60 mil professores reunidos em assembléia, sexta-feira, dia 20, no vão do Masp, deciriram ampliar o movimento. Próxima assembléia será no dia 27.Clique para ler

domingo, 15 de junho de 2008

Mais de 30 mil professores decidem por Greve no Estado de São Paulo.




Reunidos no Vão Livre do MASP os cerca de 30 mil professores decidiram pela Greve por tempo indeterminado. Em Araraquara Greve terá apoio da UMESA.
Cerca de 30 mil professores estiveram nas ruas da cidade de São Paulo na última sexta-feira para reivindicar melhorias nas condições de trabalho, pelo fim da aprovação automática, pela diminuição para 35 estudantes em sala de aula e principalmente para se posicionar contra o decreto de Serra que diz sobre atribuição de aulas e transferência de cargo.
Os milhares de professores decidiram por Greve por tempo indeterminado que deverá chegar a Araraquara e contará com o apoio da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara. A UMESA pretende se reunir com a APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo nesta segunda-feira(16) para definir sobre a adesão da entidade a greve. Para o presidente da UMESA, Walter Strozzi Filho, " vivemos um momento de unidade, onde professores e estudantes terão de demonstrar nas ruas o que mais de 14 anos do Governo PSDB tem deixado para nosso povo, que é o estado que detém 32% do PIB nacional e que nem merenda escolar oferta aos estudantes."
Os estudantes de Araraquara convocados pela UMESA realizou por toda semana manifestações em defesa da escola pública, após o Governo de São Paulo cortar merendeiras das escolas públicas. Mesmo sabendo que a merenda escolar é a única refeição diária de muitos estudantes o estado tratou o problema com descaso e tenta resolver o problema desviando funcionários de função ou colocando os pais de nossos estudantes para pilotar os fogões. Na última sexta-feira depois de paralisar escolas como Angelina Lia Rolfsen e João Pires de Camargo mais de 1.000 estudantes estiveram presentes em manifestação que defendia a unidade dos estudantes e professores em defesa da escola pública.
Ainda nesta segunda-feira(16) a UMESA reune a sua diretoria executiva para deliberar sobre o seu papel nas manifestações e greve.

(UMESA)

segunda-feira, 9 de junho de 2008

UMESA e Grêmio Estudantil do João Pires de Camargo ocupam as ruas pela volta das merendeiras.

Na manhã desta segunda-feira ( 09 ) cerca de 400 estudantes aderiram a paralisação convocada pela UMESA e pelo Grêmio Livre Estudantil da EE Dr. João Pires de Camargo onde os estudantes reivindicavam o retorno das merendeiras que o estado cortou. Nos últimos dias a UMESA tem denunciado o total descaso em relação a falta de merenda nas escolas. O Governo de José Serra da noite para o dia cortou merendeiras e deixou milhares de estudantes sem merenda, mesmo sabendo que para muitos a merenda escolar é a sua única refeição. A manifestação que teve início por volta das 7h contou com a adesão de 95% dos estudantes da escola que após fechar o portão com cartazes e fita decidiram em Assembléia manifestação na Diretoria Regional de Ensino. Seguindo em caminhada por cerca de 3km do portão da escola até a diretoria de ensino os estudantes ocuparam as ruas e cantaram palavras de ordem como, "Vergonha, Governo sem vergonha"; "Sou estudante de coração, minha merenda ninguém tira não" na chegada a diretoria de ensino os estudantes entraram onde continuaram um breve protesto.
A dirigente regional de ensino recebeu a presidente e o vice presidente do Grêmio Estudantil da escola; além de estudante da estudante representante de sala do terceiro ano e o presidente da UMESA e o secretário geral. Na conversa ficou ainda mais evidente o total descompromisso que esse pessoal trata o problema, onde a Sr. diretora de ensino coloca de forma irresponsável a culpa nas diretoras das escolas. A UMESA é contra essa posição da direção de ensino e ainda denuncia que a culpa real do problema é o Governo de Serra, que no caso era representado pela dirigente.
Após os protestos os estudantes seguiram em manifestações até a porta da escola onde decidiu por paralisação até quinta-feira, dia em que a dirigente de ensino prometeu resolver o problema. Caso não seja solucionado, os estudantes estão preparando nova manifestação na diretoria de ensino e pelo centro da cidade.

(UMESA)

sábado, 7 de junho de 2008

Mobilização pelas 40 horas chega ao Congresso Nacional


Após as mobilizações do dia 28 de Maio realizadas em 21 estados do país, cerca de mil dirigentes sindicais da CUT, Força Sindical, CGTB, UGT, Nova Central e CTB lotaram o plenário e as galerias da Câmara para participar, nesta terça-feira, de uma Comissão Geral convocada exclusivamente para debater a proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Na ocasião, os presidentes das centrais entregaram para os presidentes da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT), e do Senado, Garibaldi Alves (PMDB), cerca de 1,6 milhão de assinaturas recolhidas nos últimos meses em apoio ao projeto.Foi a primeira vez que trabalhadores e opositores da redução de jornada (banqueiros e empresários) expuseram diante dos deputados - com a colaboração de representantes de institutos de pesquisa como o Dieese, Ipea e Diap -, suas opiniões.Coube à Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e à CNI (Confederação Nacional da Indústria) fazer o contraponto. Alegações já utilizadas no passado para tentar impedir o direito dos trabalhadores a férias e outras como a de que existe uma mania no Brasil de querer colocar os direitos “em lei” foram usadas. O representante da CNI, Marco Antonio Guarita, chegou a afirmar que o aumento da taxa de desemprego de 8,7% em 1989 para 17,2% em 2005 foi causado pela redução de 48 horas para 44 na Constituição de 1988.Em seu discurso, o presidente da CUT, Arthur Henrique, disse que os mesmos argumentos usados em 1988 contra os direitos trabalhistas estão sendo usados agora e mostrou que o desemprego foi causado pela política neoliberal: “Esquecem de dizer que foi durante a década de 90 que nós, trabalhadores de todo o país, sofremos o processo de privatização que levou à demissão de 50% dos trabalhadores do setor de energia elétrica, do setor de telefonia e de vários outros que foram afetados pelas políticas governamentais na década de 90”.O presidente da CGTB, Antonio Neto, lembrou que na década de 20, “os capitães da indústria” elencavam suposições estapafúrdias para tentar impedir que o trabalhador conquistasse 15 dias de férias ou “ócio” como chamavam. “Diziam os capitães: ‘não pode haver férias no Brasil porque, se não, o trabalhador vai ficar na sua casa, vai beber, vai bater na mulher, vai acabar com a vida familiar. Não devemos dar esse direito aos trabalhadores’. A história mostrou que não é nada disso. E a questão psicossomática, que necessário se faz, a cada período de trabalho, férias”, afirmou Neto.Neto também contestou a Febraban, para quem não precisa de lei, pois a “negociação coletiva” resolve tudo. “E por que queremos mexer na Constituição Federal? Porque o Brasil é legal, ele é legalista. Ele quer o seguinte: não está na lei, não cumpro. Aliás, mesmo na lei, mesmo no acordo coletivo, são 2,5 milhões de ações trabalhistas necessárias para que a gente possa exercer o direito da cobrança dos nossos direitos, daquilo que conquistamos”, destacou.Os dirigentes sindicais sustentaram que a redução da jornada de trabalho representa uma medida essencial para o incremento do emprego e o aprofundamento da distribuição de renda no país, além de permitir maior tempo para a qualificação profissional, a redução dos acidentes de trabalho e melhor qualidade de vida.
Diap e Dieese dizem que redução da jornada gera 3 milhões de empregosO Diap e o Dieese apresentaram ao Congresso seus estudos que mostram que a jornada de 40 horas irá gerar mais de três milhões de empregos e apontam que a medida dividirá com os trabalhadores os ganhos acumulados pelas empresas nos últimos anos. “Os atuais indicadores econômicos, sociais e fiscais recomendam a redução. Nunca houve na história brasileira um momento econômico mais favorável, porque as empresas estão importando equipamentos e se modernizando, favorecidas pelo câmbio, e cresce tanto a produção como a produtividade”, argumentou Antônio Augusto Queiroz, do Diap.José Calixto, presidente da Nova Central, destacou a mobilização dos trabalhadores. “A classe trabalhadora de modo geral e em todo o território nacional se mobilizou e conseguiu trazer aqui o exemplo de uma mobilização organizada, com cerca de 1 milhão e 600 mil assinaturas”, disse.

Publicado na Hora do Povo, edição nº 2.673

Professora Maria Izabel Azevedo Noronha é eleita presidenta da APEOESP


Com 54,18% de votos, a professora Maria Izabel Azevedo Noronha, da Chapa 1, foi eleita presidenta da APEOESP - Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo. Bebel, como é conhecida pela categoria, é da cidade de Piracicaba e professora da rede pública, disciplina Língua Portuguesa, há 22 anos.
A Chapa 2 obteve 35,18% dos votos e comporá a Diretoria da entidade. As chapas 3 (3,64% dos votos) e 4 (3,10%) não alcançaram índice suficiente para compor a direção. A posse da nova diretoria, com mandato de três anos, acontecerá no próximo dia 28 de junho.
CONFIRA AQUI O RESULTADO DA ELEIÇÃO

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Pela volta das merendeiras nas escolas!

A União Municipal dos Estudantes Secundaristas de Araraquara vem por meio desta denunciar o verdadeiro descaso com a educação em nosso estado, onde a última cartada da dupla Serra/Maria Helena foi cortar as merendeiras após solicitação por parte do Ministério Público e não garantir a substituição das mesmas. O cúmulo do absurdo fica ainda por conta da receita mágica que foi passada como determinação aos diretores das escolas: tirar funcionários da limpeza, porteiros, zeladores ou em outros setores para que façam a merenda ou então que os pais vão para o fogão. Diante do caos que criaram, covardemente colocam as direções das escolas como principal responsável pelo problema.
Hoje, contamos com verdadeiros heróis da resistência nas escolas, onde diretores e funcionários superam as más condições de trabalho, a falta de segurança, a falta de estrutura mínima para atender e ofertar educação com qualidade e ainda vêem o estado que detém 32% do PIB Nacional com os piores índices de ensino.
No ano de 2006, atravessamos problema parecido, pois o estado também deixou de cumprir com o seu papel em relação à oferta de merenda.
Desde a última sexta-feira (30), pelo menos 8 escolas em nossa cidade, estão sem merenda e a dirigente regional de ensino embora saiba que milhares de estudantes têm a merenda escolar como sua única refeição em seu dia, se recusa a admitir e discutir o problema. Como se não bastasse ainda reprime a justa insatisfação de professores, funcionários e diretores das escolas.
Unidades Escolares como João Pires de Camargo e Angelina Lia Rolfsen segundo denuncia de seus Grêmios Estudantis estão no 4º dia sem merenda. Outras escolas como o Leonardo Barbieri os pais de estudantes estão pilotando os fogões. Começam a aparecer casos de alunos que passaram mal na escola por falta da merenda.
Podemos destacar ainda que depois de 40 anos das maiores mobilizações populares contra a ditadura militar, tentam implantar no estado de São Paulo nova ditadura, pois aqueles que se revoltam com a atual situação educacional acabam por perseguidos e chamados a prestar explicações a diretoria de ensino. Os estudantes e trabalhadores na educação não irão baixar a guarda, afinal vencemos a ditadura militar e não vai ser agora depois de 20 anos de democracia que vão calar a nossa voz. A unidade dos professores, estudantes, diretores e funcionários é o que vai garantir o salto de qualidade de nossa luta e garantirá o avanço na educação. A UMESA conclama a união da comunidade escolar e da população para barrar mais esse ato de desmonte do ensino público!
Pela imediata contratação de merendeiras, treinadas e qualificadas!
Deixar nossos estudantes passar fome é crime!


Diretoria Executiva da UMESA - 2 de Junho de 2008.